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Salários das polícias Civil e Militar: veja ranking por estados
05/08/2026
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou, nesta terça-feira (4), o estudo Raio-X das Forças de Segurança, que traz um retrato det...


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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou, nesta terça-feira (4), o estudo Raio-X das Forças de Segurança, que traz um retrato det...

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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou, nesta terça-feira (4), o estudo Raio-X das Forças de Segurança, que traz um retrato detalhado dos vencimentos e do efetivo das polícias em todo o país. Os dados mostram diferenças expressivas entre os estados: enquanto policiais civis do Amazonas recebem, em média, R$ 26.824,02 – o maior salário do Brasil –, os de Minas Gerais têm a menor média, de R$ 12.195,03. Entre as polícias militares, Goiás paga a maior média salarial (R$ 15.685,47) e o Piauí, a menor (R$ 6.648,84). O levantamento considerou informações enviadas pelas secretarias estaduais de segurança pública e aponta ainda um déficit preocupante no efetivo: faltam 34% dos policiais militares e 45% dos civis previstos em lei. A seguir, veja o raio-x completo e entenda os números que impactam a segurança pública.
## Polícia Militar: salários variam de R$ 6,6 mil a R$ 15,7 mil
Na média nacional, o salário bruto de um policial militar é de R$ 10.329,61. O valor considera todas as patentes, de soldados a coronéis. Goiás lidera o ranking com R$ 15.685,47, seguido pelo Distrito Federal (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50). No extremo oposto, aparecem Piauí (R$ 6.648,84), Paraíba (R$ 7.832,83) e Maranhão (R$ 8.410,46). A diferença entre o maior e o menor salário supera R$ 9 mil – um abismo que reflete as realidades orçamentárias e políticas de cada estado.
Esses números, porém, não representam apenas o contracheque: influenciam diretamente a atração e a retenção de profissionais, especialmente em regiões com baixos vencimentos. Estados com salários menores tendem a enfrentar mais dificuldades para preencher vagas e manter tropas completas, o que agrava o déficit de efetivo. O estudo mostra que, no Brasil, há 413 mil PMs, mas o ideal seria quase 620 mil – faltam 34%.
## Polícia Civil: Amazonas e Tocantins lideram; Minas paga menos
A média salarial bruta nacional na Polícia Civil é de R$ 15.512,52, superior à da PM. O Amazonas se destaca com R$ 26.824,02, seguido por Tocantins (R$ 21.229,81) e Mato Grosso (R$ 20.476,79). Já os menores valores estão em Minas Gerais (R$ 12.195,03), Paraíba (R$ 12.894,22) e Acre (R$ 13.081,94). É importante ressaltar que esses números abrangem investigadores, escrivães e delegados – carreiras com estruturas salariais distintas.
A defasagem no efetivo é ainda mais grave na Civil: são 97 mil profissionais, enquanto o necessário seria de 175 mil, ou seja, um déficit de 45%. A combinação de salários menores e falta de pessoal sobrecarrega os profissionais existentes, comprometendo a investigação de crimes e a elucidação de inquéritos.
## Efetivo: país tem deficit de 34% na PM e de 45% na Civil
Além das diferenças salariais, o estudo revela que nenhum estado atinge o efetivo previsto em lei. Na Polícia Militar, o Brasil contaria com 413 mil homens, contra uma necessidade de quase 620 mil. Já na Polícia Civil, o déficit é de 45%, com 97 mil ativos ante 175 mil ideais. Esses números são baseados nas leis estaduais que definem o quadro de pessoal – e que, na prática, estão longe de ser cumpridos.
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A situação se agrava em estados de grande extensão territorial, como o Amazonas, onde há um PM para cada 180 km², enquanto a média nacional é de um profissional para cada 21 km². Essa disparidade logística torna o policiamento ainda mais desafiador e evidencia a necessidade de políticas públicas específicas para cada região.
## Desigualdades regionais e desafios para a segurança pública
Os dados do fórum mostram que a segurança pública no Brasil é marcada por profundas desigualdades regionais, tanto salariais quanto de efetivo. Enquanto alguns estados conseguem pagar salários competitivos e manter tropas razoáveis, outros lutam com vencimentos baixos e falta de pessoal. Essa realidade afeta diretamente a qualidade do serviço prestado à população e exige soluções coordenadas entre União, estados e municípios.
Além disso, os gastos totais com remuneração da segurança pública estadual já somam R$ 230 bilhões anuais, o equivalente a 1,8% do PIB. Esse montante, contudo, não tem se traduzido em efetivos completos ou salários uniformes, o que sugere a necessidade de revisão de prioridades e de maior eficiência na gestão dos recursos.
## Conclusão: os números que orientam o futuro da segurança
O Raio-X das Forças de Segurança, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, expõe desafios estruturais que vão além das simples comparações salariais. A diferença de rendimentos entre estados – que chega a R$ 9 mil na PM e a R$ 14 mil na Civil – reflete a falta de uma política nacional que padronize carreiras e vencimentos. Ao mesmo tempo, os déficits de efetivo de 34% na PM e de 45% na Civil mostram que o investimento público não tem sido suficiente para garantir o contingente ideal previsto em lei. Esses dados devem servir de base para que governos estaduais e federal debatam soluções concretas, como a valorização profissional, a revisão dos quadros de pessoal e a adoção de critérios regionais. Sem isso, a segurança pública continuará refletindo as desigualdades do país, comprometendo a proteção do cidadão e a eficácia das polícias.