Doze presos por fraude em concurso da Polícia Penal do RN
Doze pessoas foram presas em flagrante neste domingo 13 sob suspeita de participação em esquema fraudulento durante a aplicação das provas do concurso público da Políc…

Doze pessoas foram presas em flagrante neste domingo (13) sob suspeita de participação em esquema fraudulento durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. As capturas ocorreram em Natal e Mossoró: dez na região Oeste e duas na capital potiguar. A operação foi conduzida pela Polícia Civil, com apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (Sead). Os investigadores apontam uso de equipamentos eletrônicos, como pontos eletrônicos, para repasse de respostas. A conduta está prevista no artigo 311-A do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos e multa.
Ação integrada entre forças de segurança
A atuação conjunta foi deflagrada com o objetivo de coibir fraudes durante a realização do certame. Em Mossoró, principal foco das prisões, os agentes identificaram vestígios de utilização de dispositivos eletrônicos. Em Natal, o trabalho de inteligência apontou a possibilidade de participação de pessoas que estavam fora dos locais de prova, atuando na resolução das questões e no envio das respostas aos candidatos.
Como funcionava o esquema de fraude
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos faziam uso de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, capazes de transmitir informações em tempo real. A dinâmica investigada sugere que terceiros, sem qualquer vínculo aparente com a aplicação, resolveriam as provas e repassariam as alternativas por meio de dispositivos de comunicação. Essa logística teria viabilizado que candidatos recebessem conteúdo sigiloso durante o exame, comprometendo a isonomia do concurso.
Base legal e enquadramento penal
As condutas verificadas podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que criminaliza a utilização ou a divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público. O dispositivo legal prevê punição tanto para quem busca beneficiar a si mesmo quanto para quem atua em favor de terceiros, além de abranger ações que comprometam a credibilidade do certame. A sanção estabelecida é de reclusão de um a quatro anos, com aplicação de multa.
Desdobramentos e continuidade das apurações
Os 12 suspeitos foram conduzidos para os procedimentos legais cabíveis após as prisões em flagrante. A Polícia Civil informou que as circunstâncias exatas da fraude e a eventual participação de outras pessoas serão aprofundadas ao longo das investigações. As autoridades não descartam novas diligências à medida que forem analisados os materiais apreendidos e os depoimentos colhidos.
A operação deste domingo (13) expõe a utilização de aparato tecnológico para tentar burlar a concorrência em certames públicos, reforçando a necessidade de fiscalização e integração entre órgãos de segurança e administração pública. O flagrante em duas cidades do Rio Grande do Norte demonstra a capilaridade do esquema e a importância de um monitoramento ativo durante a aplicação das provas. Com o enquadramento no artigo 311-A do Código Penal, os suspeitos poderão responder por crime contra o sigilo de concurso público, sujeitos a reclusão e multa. As investigações seguem para identificar eventuais articuladores e demais candidatos beneficiados, garantindo que medidas judiciais e administrativas possam ser adotadas para preservar a credibilidade do processo seletivo da Polícia Penal.




