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Cabo de Santo Agostinho é a 8ª cidade mais violenta do Brasil
23/07/2026
O Cabo de Santo Agostinho, localizado no Grande Recife, figura como a 8ª cidade mais violenta do Brasil em 2025, de acordo com o 20º Anuá...


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O Cabo de Santo Agostinho, localizado no Grande Recife, figura como a 8ª cidade mais violenta do Brasil em 2025, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O município registra uma taxa de 65,1 homicídios por 100 mil habitantes, mantendo-se entre os dez primeiros do ranking nacional pelo segundo ano consecutivo. Em 2024, a cidade ocupava a 5ª posição, com índice de 73,3 homicídios por 100 mil moradores. O levantamento, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), analisa dados de 338 municípios com mais de 100 mil habitantes, com base em informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança pública e polícias.
O Anuário aponta a proximidade do Complexo Portuário de Suape como um dos fatores que contribuem para a alta taxa de homicídios no Cabo de Santo Agostinho. O complexo é descrito como um ponto importante de rota para o tráfico internacional de drogas, o que potencializa a violência na região. Em outubro de 2025, a administração do porto assinou um acordo de cooperação técnica para redobrar a segurança e aumentar o controle do tráfico de drogas na rota marítima, mas os efeitos ainda não foram refletidos nos índices criminais do município.
Pernambuco apresentou uma redução de 9,3% na taxa de homicídios nos últimos dois anos, caindo de 36,4 em 2024 para 33 em 2025. No entanto, o estado ainda ocupa o 5º lugar no ranking nacional de violência, uma posição a menos que no ano anterior, quando estava em 4º. Ao todo, foram registradas 3.159 Mortes Violentas Intencionais (MVIs) em 2025, contra 3.474 em 2024. As MVIs incluem homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
Apesar da queda geral, o estado registrou aumento de 32,05% nas mortes decorrentes de intervenção policial, que subiram de 78 em 2024 para 103 em 2025. Também houve crescimento nos feminicídios e crimes de LGBTfobia, conforme o relatório. O homicídio doloso caiu 9,6% (de 3.287 para 2.970), o latrocínio recuou 25,6% (de 78 para 58) e a lesão corporal seguida de morte diminuiu 9,6% (de 31 para 28). Esses dados indicam que, embora a segurança pública tenha melhorado em alguns aspectos, desafios persistentes permanecem.
Além do Cabo de Santo Agostinho, outro município da Região Metropolitana do Recife, São Lourenço da Mata, também figurou na lista das cidades mais violentas do país, caindo da 6ª para a 14ª posição em 2025, com taxa de 53,3 homicídios por 100 mil habitantes. A redução na taxa geral de homicídios em Pernambuco reflete esforços de segurança, mas os aumentos em mortes por ação policial e feminicídios mostram que as políticas públicas precisam ser ajustadas para lidar com todas as formas de violência de maneira integrada.
A situação do Cabo de Santo Agostinho demanda atenção especial das autoridades estaduais e municipais. A permanência da cidade entre as mais violentas do Brasil, mesmo com a queda na taxa local e nacional, indica que as ações de segurança precisam ser intensificadas, especialmente no combate ao tráfico de drogas ligado ao Porto de Suape. A integração entre as polícias, a administração portuária e as comunidades locais é fundamental para reverter esse quadro. Enquanto isso, os dados do Anuário servem como alerta para que políticas públicas mais efetivas e preventivas sejam implementadas, visando proteger a população e reduzir a criminalidade de forma sustentável.
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